Segundo informações divulgadas pela Variety, um estudo recente indica que grande parte dos norte-americanos prefere assistir filmes e eventos em casa. A pesquisa foi conduzida no início deste mês de maio com 1.000 entrevistados pela empresa de análise de dados Performance Research, em parceria com a Full Circle Research.
Ao serem questionados se prefeririam assistir ao lançamento de um filme em sua própria residência ou nos cinemas, 70% responderam que optava pela primeira opção, 13% gostava mais da experiência das telonas, enquanto 17% não tinham opinião definida sobre o assunto.
A pesquisa ainda abordou quais gêneros despertariam o maior interesse nas bilheterias. Assim, os resultados ficaram distribuídos da seguinte maneira: comédia, 43%; drama, 35%; longas de super-heróis, 33%; animações, 23%; filmes para a família em geral, 22%; horror, 19%; ação, 17%; documentários, 15%; enquanto 23% não souberam falar ou não demonstraram interesse.
Nesse caso, é possível constatar que a comédia tem potencial para aumento de demanda e, consequentemente, estímulo de novas produções para o gênero que, no período pré-pandemia, não representava grandes arrecadações. O mesmo deve se estender aos filmes de quadrinhos, que dominaram as salas de cinemas na última década, e agora encontram-se divididos pelo interesse do público.
Sobre a eventual retomada de algumas atividades presenciais nos EUA, 52% responderam que escolherão um número menor de atrações, e 60% ressaltaram que ainda ficarão assustados por um longo período. Isso reforça que a indústria de entretenimento deve se preocupar com diversas medidas para atrair novamente o interesse público de modo seguro.
“No momento em que o país começa a abrir determinados serviços é notável a tendência de aumentar medidas de cautelas, em razão de o público dizer que ‘ainda não’ participaria de grandes eventos”, disse Jed Pearsall, presidente da Performance Research. “Os fãs de todos os tipos de eventos podem identificar marcos significativos e novas precauções de segurança que os levarão de volta. Simplesmente abrir as portas não será suficiente”, completou.
Nesse sentido, o estudo concluiu que medidas ampliadas de limpeza e distanciamento social nos espaços em comum poderia convencer o retorno da audiência. Enquanto isso, serviços de streaming podem ser beneficiados com um maior número de assinantes.
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